terça-feira, 31 de julho de 2012

Todo Tempo

Eu te vi nessa tarde...
Caminhando sobre seu próprio olhar...
Ouvia musica e sorria a todos...
Ouvi você cantar...
Distraidamente...
Você não me viu...
Não sabia que estava sendo observado...
Mas eu estava ali...
Rindo com o modo desajeitado de você andar...
Você não foi longe...
Acho que só queria ar...
Se sentia sufocado e resolveu respirar...
Passou por mim...
Me deu um bom dia...
E eu lhe disse que já era tarde...
E apesar de não perceber...
Eu fechei os olhos quando senti seu cheiro...
Queria tanto estar com você...
Não fazendo nada...
Desde que nossas mãos estivesse entrelaçadas...
E enfim você parou...
E em meio as luzes que já se acendia...
Preparando o fim da tarde para noite...
Olhava para o nada...
Enquanto eu olhava para você...
Uma incrível visão...
De alguém que é capaz de saborear jujuba...
Sentado a grama...
E coçar a nuca a cada minuto...
Eu sempre achei isso um charme em você...
O modo como olha nos olhos...
Como se perde se ouve uma musica...
Como diminui a voz quando está tímido...
Como viaja em um pedaço de papel..
Como se estivesse lendo um livro não ali...
Mas no céu...
Com o som melodioso da sua risada...
A cada página...
E a cada ponto e vírgula...
Você se tornasse ainda mais incrível...
Do que quando te vi pela primeira vez...
E enquanto você voltava para casa...
E girava a chave de sua porta...
Eu trancava você em minha mente pela ultima vez...
Enquanto eu terminava a minha descrição.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Galáxias


Meu amor, posso eu lhe contar o que fiz essa tarde?
Eu construir um foguete e fui até a lua..
Eu fui buscar seu presente...
Eu pensei: nada mais justo...
Como poderia lhe dar o céu?
Mas era a única coisa a sua altura...
Eu não posso te dar o céu...
Não posso te dar o que não é meu...
Mas se eu pudesse ir até lá...
Como fiz...
Eu poderia te dar algo de outro mundo...
E então estive a procura por toda a tarde...
E agora estou aqui...
E sabe o que percebi?
Que eu poderia me dar á você...
Por que você é meu mundo...
Mas enquanto você não me pertencer...
Eu farei parte de outra galáxia.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Gosto do Beijo

O beijo não tem gosto...
O gosto vem do beijo...
É frio quanto está quente...
É quente quando existe o inverno...
É doce...
É terno...
Um beijo é amargo, é cruel...
Quando a pessoa não pode ser sua...
Deixa de ser fel...
É o que tira qualquer folego...
É o mapa pra se viajar...
É passaporte de inda...
Sem a espera de uma volta...
Aí, o beijo!
A vontade de se estar...
De te recolher em meus braços...
E nunca mais te soltar...
É como se o vento que beija o mar...
Tocasse em meus pés...
E ao ver-la fria me jogasse a desaguar...
Esgotando-se com cada partícula que antes era minha...
Beijo não é só vontade...
Beijo é a coragem que se dá a liberdade...
É a reação da necessidade...
Em toma-la como o precisar respirar...
Trazendo para os lábios de sua boca...
A vontade de viver mais um dia...
E de se perder no gosto do amar.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Silêncio


Silêncio da manhã...
Me é pavoroso me sentir só...
Me embaraça, me dá nó...
Troquei as fechaduras do meu coração...
E apesar de levantar por vezes ainda me sinto presa ao chão...
Entre o silêncio de um calada e a briga entre o que dentro me soca pelo fundo...
Preferiria desalento ou o sentir nada...
Ou um amor moribundo...
Não tenho forças...
Não posso acertar o que me acerta...
Não me deixei as moscas...
Mesmo que eu saiba que ainda me afeta...
Silêncio da Noite...
E por horas me vou caminhando em mim sem poder dormir...
E por mais que ainda não me dê conta o que quero sentir...
Eu não faço menção de como dividir...
Que falem tudo...
E que eu não seja nada...
Mas que deixem de ser...
Meu pesadelo para que seja morada.

domingo, 1 de julho de 2012

Visivelmente Amor


O amor não acontece. O amor perturba.

Eu tentei  identificar quando eu realmente começava a amar, imaginei : Nossa, vai ser difícil! O amor não vai se anunciar para mim, vou ter que descobrir quando acontecerá, abrir bem os olhos, já que o amor geralmente nos faz cegos.

 Ao contrário do que muitos imaginam, ao contrário do que eu acreditava, o amor se anuncia. O amor avisa tantas vezes que está prestes acontecer, que nós, mesmo vendo fingimos não ver na chance de poder ignora-lo, o amor grita anunciando-se, não é ele que nos faz cegos somos nós que nos cegamos para não enxergar o que ele luta para que vejamos. Eu percebi o como era fácil percebe-lo o que eu não esperava é que fosse tão difícil fazer com que ele não me percebesse.

Quando amamos, mesmo sabendo que não deveríamos nos é tão agradável sentir sua intensidade que tentamos nos livrar de quem nos pode quita-lo e essa pessoa é o próprio amor. As vezes o amor tenta ser benévolo e acredita que amar ao outro nos dissipará da oportunidade de amarmos a nós mesmos, eu posso tapar meu olhos para o que eu entendo, mas não posso fingir ou ignorar o que eu sinto. Enquanto eu sentir, o entender é facilmente relevável.

A minha descoberta não veio enquanto eu amava, eu não poderia abrir minha mente enquanto me fizesse insana, enquanto eu me deleitasse no sentimento profundo do sentir. Eu enganei o amor, eu não me enganei...  Eu me engano quando eu ignoro o que esse amor me mostra claramente em cada toque , em cada olhar, em cada encontro , em cada palavra. Mas eu enganei quem menos me engana,  quem mais me poupa e me mostra o como eu me engano. Já percebeu que quando você pede para que o amor lhe mostre a verdade ele já lhe mostrou? Se isso não ocorresse e você já não tivesse a oportunidade de vê-la seria pelo fato de você não ter o que te mostrem. Se você sabe que ele precisa lhe mostrar algo, é porque você sabe que ele já lhe mostrou, mas mesmo assim você deseja ter certeza.

Despois disso tudo eu descobri uma coisa, se o amor é a única coisa que não me engana, eu preciso que seja ele então que me mostre o que é amar.