quinta-feira, 10 de maio de 2012

Contraditório

                                    

Na sintonia desmedida...
Da noite escura á clarear...
Do seco encharcado...
E da falta do amor no amar...
De prolongar um fim de semana curto...
Da inocência do meu pudor...
Da hora cedo que tarda o absurdo...
Da alegria triste que me traz o amor...
Tendo aberto os olhos e não visto nada...
Perdida por entre as ruas de Almada...
Pela felicidade de minha tristeza...
E a tristeza de me felicitar...
E do doce olhar que me traz o amargo...
Das palavras soltas de um contexto preso ao ar...
De um diagrama de Pitágoras...
Decifrando o que é minha dor...
O seu silêncio em minha alma faz barulho...
Esquecendo-me de lembrar o que sou...
E atordoada continuo por aí...
Na mais tarde madruga...
Afim de me esvair.


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